Eu sempre achei curioso como a gente se preocupa tanto com aquilo que a visita vai ver.

A almofada fora do lugar. A mesa que ainda não está pronta. A louça que ficou secando na cozinha.

Com o tempo, aprendi uma coisa: quem entra na nossa casa dificilmente se lembra se tudo estava perfeito. Mas se lembra muito bem de como se sentiu ali.

E receber bem, para mim, começa justamente nisso.

Não no excesso. No cuidado.

A casa não precisa parecer que ninguém mora nela

Casa boa tem movimento.

Tem uma manta no sofá, uma xícara que acabou de ser usada, alguém terminando de arrumar alguma coisa quando a campainha toca.

Eu nunca gostei dessa ideia de que, para receber, a casa precisa virar uma vitrine.

Prefiro pensar que ela precisa estar gostosa de viver.

Essa também é uma das ideias centrais da NUY: uma casa bem cuidada não é necessariamente perfeita; o cuidado aparece na sensação, no perfume e nos pequenos detalhes da rotina.

Eu sempre começo pelos lugares onde a pessoa vai estar

Se tenho pouco tempo antes de alguém chegar, não tento arrumar a casa inteira.

Penso primeiro:

Onde vamos conversar?

Onde ela vai lavar as mãos?

Onde vamos tomar um café?

Sala, lavabo e mesa costumam receber minha atenção primeiro.

Uma toalha limpa no lavabo. O sabonete no lugar. A bancada organizada. A sala um pouco mais leve.

São coisas pequenas, mas juntas dizem uma coisa muito bonita:

“Eu pensei em você antes de você chegar.”

O perfume também recebe

Talvez seja por isso que eu goste tanto de fragrâncias dentro de casa.

Perfume cria memória sem pedir licença.

Você entra em um lugar e, algum tempo depois, basta sentir algo parecido para aquela lembrança voltar.

Para esses momentos, Brisa Floral combina especialmente com o meu jeito de receber. Na NUY, ela tem justamente essa personalidade mais delicada, elegante e acolhedora, ligada à casa preparada para uma visita, ao lavabo arrumado e aos momentos especiais.

Depois de organizar o ambiente, gosto da ideia do Aromatizador de Ambiente como aquele último gesto.

Não para esconder a casa.

Para completar a sensação dela.

Receber bem também é deixar a pessoa à vontade

Existe uma diferença entre preparar a casa para impressionar e preparar a casa para acolher.

Quando quero impressionar, penso no que a pessoa vai achar.

Quando quero acolher, penso no que ela vai sentir.

Vai saber onde sentar?

Vai ficar à vontade para pedir água?

Vai sentir que pode ficar mais cinco minutos?

Vai perceber que aquela casa estava esperando por ela?

Para mim, é aí que mora o verdadeiro cuidado.

E algumas coisas a gente aprende sem perceber

Muitos desses hábitos não vieram de livro, vídeo ou tendência.

Vieram de observar.

De ver minha mãe ajeitando alguma coisa antes de alguém chegar.

De perceber que havia sempre uma toalha limpa, alguma coisa para oferecer e um cuidado que não precisava ser explicado.

Talvez seja por isso que algumas formas de cuidar atravessam gerações.

A gente muda a casa, muda os produtos, muda a rotina.

Mas algumas coisas ficam.

Fazer alguém se sentir bem-vindo é uma delas.

Então, da próxima vez que alguém avisar que está chegando, não tente deixar tudo perfeito.

Escolha alguns detalhes.

Arrume o lugar onde vocês vão estar. Cuide do lavabo. Deixe a casa agradável. E depois vá abrir a porta.

Porque, no fim, receber bem não é mostrar a casa.

É dizer, sem precisar falar:

que bom que você veio.

 

Núbia | Casa que Acolhe